Montage pós perrengue

Novembro 28, 2007

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O espetaculoso showmen Daniel Peixoto, da banda Montage passou perrengue no aeroporto de Londres. Isso você já deve saber. Quase um mês depois, ainda sensibilizado e sem colocar os pés para fora de casa, em Fortaleza, ele relembra o que aconteceu e fala sobre o futuro da banda.

O que exatamente vocês iam fazer na europa?
Não fomos convidados por ninguém. O myspace nos proporcionou muitos contatos com brasileiros que trabalham por lá e nos abriram as portas. Começamos a fechar coisas em Londres, em lugares comoo Guanabara e o Go Night. Pretendíamos passar também pela Holanda, devido ao lançamento da nossa banda pelo selo de música brasileira 89`s. Depois marcamos Paris, Portugal e Alemanha.

Já deu para ficar tranqüilo com o que aconteceu?
Voltei traumatizado . Desde que cheguei não saí de casa. Vim pra fortaleza me esconder. Imagine a minha situação. Os caras olharam meu passaporte e já me colocaram em uma sala por 35 horas sem nenhuma bagagem, nem documento. Uma tradutora falava português e me perguntou onde eu iria me hospedar. Eu falei o nome de um amigo, mas eles ligaram para o cara perguntando se ele conhecia um Mr. Farias. Ele disse que não, claro. Ninguém me conhece como Farias. Pedi para ligar novamente. Eles fizeram isso, explicaram quem era, mas quando meu amigo confirmou, a polícia alegou que as informações eram contraditórias. Perguntaram quanto dinheiro eu tinha e eu contei 800 libras, mas que meu parceiro da banda tinha nossos cartões de crédito. Disseram que tentaram encontrar o Leco, mas ele não foi procurado. Contou que não saiu da frente do desembarque durante todo o tempo em que eu fiquei detido. Você consegue imaginar o que é sair do Brasil pela primeira vez na vida, feliz porque vai tocar com a sua banda e ter que entrar na aeronave de camburão sem nem sair do aeroporto? Me senti um criminoso, fiquei sem meu RG, dormi no chão e ainda tive que escutar que minha mãe era pobre e não podia me sustentar no Brasil.

Você acha que houve preconceito?
Eu senti o preconceito de várias formas. Ficou claro que havia xenofobia. Além disso eles perguntaram se eu ia me prostituir quando abriram a minha mala e viram o figurino de show.

E o TIM? Foi muito frustrante não ter tocado?
Vai rolar um outro TIM. Ainda vamos tocar. Considero que 85 % da missão foi cumprida porque a divulgação da banda foi legal. Mesmo sendo devido aos problemas. No Rio não vi nenhum show porque a chuva nos prendeu no camarim, mas em São Paulo eu adorei o Hot Chip.

E quais os planos para o futuro?
O Leco ficou na Europa e investiu nossa grana em equipamentos. O sentimento ainda é muito ruim, mas não vamos desistir. Quero fazer shows na Bolívia, Argentina e talvez México e só em abril pretendemos voltar para a europa. E dessa vez não vou arriscar entrar pela Inglaterra.

Pó de mico-leão

Novembro 27, 2007

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Ligado ao tráfico de drogas e armas, o mercado negro de animais silvestres gira 2,5 bilhões por ano. Na mira dos Abadias da selva, gente como o ambientalista fluminense Dener Giovanini - que é meu entrevistado na TRIP de novembro.

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Dener é fundador da ONG Renctas de proteção ao tráfico animal e vencedor do maior prêmio ambiental do mundo, o Unep Sasakawa concedido pela ONU

Aperitivo:

‘O tráfico é uma barbaridade que envolve gente pesada”, sentencia o ambientalista. “Fiz um documentário chamado O bicho dá, o bicho toma. A informação vazou e os traficantes ficaram preocupados com o que iria aparecer. A nossa produtora foi invadida. Tentaram roubar o filme; meus funcionários foram amarrados, pistolas na cabeça… Um dia antes do lançamento no Rio, levei a equipe para conhecer o Pão de Açúcar – dois caras apontaram armas na minha direção na frente dos turistas! Dentro do bondinho! Foi pânico geral. Na noite de estréia, a policia levou cães farejadores de bomba e 50 oficiais”, lembra Giovanini, revoltado.”

Jack White sangue quente

Novembro 27, 2007

O clipe de “Conquest”- o terceiro do álbum “Icky thump” – , do White Stripes acaba de sair. As cenas do meu ex casal preferido foram gravadas em Artesia, na Califórnia com direção de Diane Martel. Tudo foi feito em dois dias, com treinamento e supervisão do famoso toureiro Dennis Borba. Adorei a bocejada da Meg. Olha só:

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Eu também achava que a vela era um esporte chato, confesso. O preconceito foi por água abaixo quando a convite da Regata Jacques Vabre, uma prova que sai de Le Havre, na França chega a Salvador eu conheci os skippers da categoria ORMA. Estranho ter que explicar essas coisas em um país com um litoral gigante e condições climáticas tão incríveis quanto as nossas, mas o fato é que temos cultura de mar zero por aqui. A classe é o que podemos chamar de F1 da Vela, devido a rapidez dos veículos ( eu, de lancha ao lado deles, não conseguia acompanhar a velocidade, que sem motor, chegava a 47 nós). Barcos multicasco chamados trimarãs como o da foto acima, que custam na faixa de três milhões de euros cada, sem falar no salário dos “pilotos” e e na grana de manutenção, uma bagatela de quase dois milhões. Ao contrário do Brasil, no velho continente o evento é um acontecimento de grande porte. Mobiliza centenas de espectadores, mídia e grana de patrocínio. Muita grana. Os dois malucos por equipe que resolvem cruzar o Atlântico a bordo dessa supermáquina quase não se falam durante a travessia. Cada um fica de um lado da embarcação e a comunicação é feita por fones via satélite. O barco nunca pára, salvo em emergências e para que eles possam comer e dormir, trabalham em sistema de rodízio. A cada duas horas, um deles comanda a vela. Quando o tempo acaba, quem está no comando toca uma campainha, que acorda o parceiro no interior do casco principal. Tudo isso durante uma média de 12 dias seguidos. O Senna do esporte é o francês Franck Cammas, que já ganhou a competição três vezes em cinco edições. A regata tem no total 4.335 milhas, aproximadamente oito mil quilômetros, e envolve, além da ORMA, as classes IMOCA, Monotipos Classe 2, Open 50 e Classe 40. O trajeto é chamado de Rota do Café, pois os velejadores percorrem o trajeto entre a França, principal importador do produto, e o Brasil, maior produtor e exportador do grão.

Macacos do Chinês

Novembro 21, 2007

 Muitas vezes eu entrevisto pessoas e a fita fica no fundo do baú. Hoje achei o material abaixo. Um bate papo rápido com os Macacos do Chinês, que aconteceu em maio, mas continua valendo.

 

Não é só o nome da banda que soa esquisito. Mesmo com músicas em português, fica difícil entender o que os garotos do Macacos do Chinês tem a dizer. Mas a língua não foi empecilho para destacar o som do trio em pleno continente no qual nossa língua é solítária. A cena independente de Portugal vem ensaiando um barulho. Grupos como o Buraka Sound Sistema ajudaram a tirar da garagem bandas independentes como o Macaco do Chinês. Os integrantes Apache, Skillaz e Qué fazem um Grime com Hip Hop e começam a fazer shows em Londres e Lisboa.

Como começou a banda?
Apache, Skillaz são primos e Qué é quase um irmão por afinidade. Somos como um refogado, azeite, louro e cebola, inseparáveis. Durante uma tarde começamos a fazer música para demonstrar nosso inconformismo e o resultado foi a música deja-vú. Não paramos mais.

O que está tocando no ipod de vocês hoje?
Coisas bem diferentes. Estradasphere, Gangstarr e Irmãos Verdades

As influências da banda vem do Grime?
Cada um de nós tem seus próprios heróis. O grime, o hip-hop e o funk estão muito presentes no nosso cotidiano, mas o Apache sempre arruma um jeito de puxar a sardinha pro Stevie Wonder.

Vocês acham que a língua portuguesa prejudica a entrada de vocês no mercado europeu?
Achamos que é um problema que pode ser ultrapassado se o trabalho for bem feito, como é o caso do Buraka Sound Sistema.

De onde vem o nome da banda?
De uma brincadeira infantil que todos nós gostávamos. Ela representa bem o que estamos fazendo agora. Brincando, nos divertindo ao fazer boa música.

Quando sai o CD de vocês?
Estamos com uma faixa no CD de novos talentos da Fnac e ainda esse ano lançamos um EP.

Vocês escutam música brasileira?
Todos nós crescemos ao som de música brasileira pela casa, por causa de nossos pais. Admiramos artistas como Milton Nascimento, João Gilberto, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, Funk carioca e a grande Elis Regina.

 

Terror em alto-mar

Novembro 21, 2007

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Ele já explodiu o próprio navio para que não caísse nas mãos de baleeiros. Quase morreu congelado por tentar defender uma foca. É idolatrado por Anthony Kieds, Brigitte Bardot e Sean Penn. Este mês eu entrevisto Paul Watson, o ecoguerrilheiro líder da Sea Shepherd. Na TRIP de novembro. Ou nas 13 páginas da New Yorker, por Raffi Khatchadourian.

Paul Auster sogrão!

Novembro 16, 2007

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Sophie Auster

Mesmo eu, que sou apaixonada por Paul Auster, tenho que reconhecer que como diretor ele continua um brilhante escritor, poeta e dramaturgo. A crítica torceu o nariz para a quarta produção cinematográfica do cara – The Inner Life of Martin Frost – que nos festivais brasileiros recebeu o título de Kimera – Estranha Sedução. Os outros trabalhos do norte-americano nas telas foram Cortina de Fumaça, Sem Fôlego e O Mistério de Lulu. Para não dizer que o filme é de todo ruim, ele conta com a participação de Sophie Auster, a belíssima filha do escritor, que além de atuar é modelo e arrisca uma cantoria de vez em quando. Abaixo, o trailer de The Inner Life of Martin Frost e um trecho de show de Sophie. A filha ele fez direitinho…

O nome do caos – Bruno 9li

Novembro 16, 2007

Bruno 9li, 27 anos, é o autor da imagem caótica abaixo. Um dos nomes promissores da novíssima geração das artes plásticas, o cearense que viveu em Porto Alegre desde os três anos e estudou na School of Visual Arts de NY mora em São Paulo há seis meses. Em entrevista a esse blog, ele fala sobre sua produção e apresenta o mais novo trabalho Tormenta.

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Você lembra qual foi o primeiro desenho que fez na vida?
Não. Mas lembro de desenhar meus colegas de aula em um
caderninho. Procurava ressaltar o que havia de mais
estranho em cada um.

Como você descobriu que queria ser artista plástico?
Não descobri. Tudo foi acontecendo devagar. Hoje vivo do meu trabalho autoral.

Quais suas referências artísticas?
Aqui vai um pouco do que ajuda a construir meu imaginário:
Princípios Herméticos, Ocultismo, mutação,
espaçonaves, evolução espiritual, 4ª dimensão, fogo, o
que é natural, sobrenatural, Caos, mitologia, renascimento,
expansão da consciência, antenas, satélites, arte Maia,
arte Egípcia, Art Nouveau, Arte e arquitetura Gótica,
animais, plantas exóticas, simetria e assimetria, sons de
pássaros e imagens alquímicas.
Pintores e outros visionários: Robert Fludd, Bosch, Albrey
Beardsley, Rammellzee, Farnese de Andrade, HP Blavatsky,
Krishnamurti, Nietzsche, Mestre Irineu Raimundo Serra.
Quais seus materiais prediletos para o trabalho?
Canetas permanentes, acrílica e nanquim em papel. Latex,
rolinho e pincel para as paredes.

Conte um pouco da sua trajetória e próximos projetos?
Tudo começou com desenho. Amigos muito próximos e eu
costumávamos nos encontrar para desenhar. E tudo surgiu
daí. Quando comecei a mostrar meu trabalho na internet
passei a ter muito mais retorno, e depois que meu trabalho
começou a ser publicado em revistas internacionais muita
coisa mudou. Já mostrei meu trabalho na Bélgica, Itália,
Barcelona e Estados Unidos. Hoje trabalho para minha
próxima exposição individual na califórnia e em projetos que vão
começar a ser publicados em janeiro de 2008.

Onde você cria?
Divido um estúdio com um amigo em São Paulo.

É possível viver de arte no Brasil?
Sim, mas não somente no Brasil.

Em quais jovens artistas devemos ficar de olho?
Talita Hoffman, Wagner Pinto, Geraldo Tavares, Emerson
Pingarilho, Carla Barth e outros tantos que já tem um
trabalho bastante consolidado e valorizado.

Você grafita? Podemos ver obras suas nas ruas de São Paulo?
Gosto de pintar na rua, mas depois de ter duas vezes uma
arma apontada na minha cabeça pela polícia, optei por
pintar mais calmamente em muros grandes. O último mural
que fiz está na frente do Rojo®artspace em São Paulo, em
Pinheiros.

Fale um pouco sobre a exposição Tormenta.
Tormenta é uma série de 14 desenhos que criei para a
exposição individual que realizei em Barcelona a convite
da editora espanhola Rojo®. Prefiro sempre criar séries
de desenhos, assim posso desenvolver um imaginário mais
denso e consistente a cada produção. É como num livro,
ou filme, existem personagens, capítulos que compõem uma
idéia maior. Assim cada desenho representa uma situação
fantástica que desenvolvo na minha mente. Em Tormenta,
procurei criar desenhos mais intensos, mais carregados em
preto e com espaços mais preenchidos, sem muitas linhas
retas e mais traços fortes e tortos. Imaginando o processo
de produção de cada série como uma seqüência de algo
maior que será construído com o passar dos anos. Para
Tormenta, que basicamente representa o caos interno em cada
um de nós, a força vital e invisível é o que nos move. Só
acreditava que cada trabalho deveria vibrar intensamente e
ter autonomia para se sustentar como imagem. Penso que
enquanto andamos pela rua e respiramos calmamente, por
exemplo, a terra ferve por dentro e uma força
inexplicável e invisível nos movimenta e nos impulsiona
para o desconhecido. Tormenta é uma espécie de reflexão
sobre isso, sobre as forcas invisíveis que se manifestam
constante mente em nossas vidas. Uma frase de Hakim Bey pode
resumir bem a idéia por traz dessa minha mais recente
produção “ O Caos nunca morreu”. Hoje a exposição
desses 14 originais que produzi recentemente estão em
exposição na galeria Pop, em São Paulo.

Vai lá: Galeria Pop – Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 3081-7865

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Na noite da terça-feira 13 de novembro, o LCD Soundsystem tocou no Via Funchal em São Paulo e definitivamente esquentou a briga do melhor show do ano. Desde os Beatles não se ouvia tanto yeah, yeah, yeah! A casa não estava cheia, mas ficou pequena para a grandiosidade da potência sonora da banda. James Murphy cantou, tocou percussão, guitarra, arranhou o teclado e causou catarse coletiva com “Daft Punk is playing at my house“, “Tribulations” “North American Scum” e “All My Friends“. A despedida, no bis, foi com a balada “New York, I love you, but you’re bringing me down”. “Nós adoramos tocar em São Paulo, de verdade”, disse James, cujo último show – que não passou de um radinho de pilha perto desse – aconteceu no Skol Beats 2006. Se você perdeu a apresentação em São Paulo ainda da tempo de conferir o LCD em:

Belo Horizonte – dia 14 no Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, tel. 31-3209-8989 – R$ 60

Rio de Janeiro – dia 16, no Circo Voador (r. dos Arcos, s/n, Lapa, tel. 21-2533-0354) – R$ 200 (R$ 100 mediante apresentação da filipeta ou 1 quilo de alimento somente nas bilheterias do Circo Voador)

Brasília – dia 17, no Marina Hall ( Setor de Clubes Norte, Trecho 2, Zona 0, tel. 61-3306-3014 ) – R$ 80

Em bate-papo no backstage (chic) James Murphy falou sobre a dificuldade com o português. “Falo espanhol, francês e me viro até com o japonês, mas quando chego no Brasil travo. Sua língua é muito difícil”. Nesse momento, o cara tira do bolso um minidicionário. “Eu levo isso os restaurantes para não ter surpresas. Só sei palavras do jiu-jitsu, mas quando estou em turnê não tenho tempo de treinar. Enquanto isso, o batera – que usava um micro short amarelo-ovo absolutamente molhado pelo suor – trocava de roupa ali mesmo. O baixista, largado no sofá gemia tomando um champagne: “ Estou com um problema no estômago. Acho que comi alguma coisa que não devia. Vou pro hotel”.

Agradecimento: Jorge Siemsen e Flávia Maluf

E o Planeta Terra?

Novembro 11, 2007

A organização estava impecável e São Pedro ajudou. O Festival Planeta Terra fez bonito na noite de ontem e o público teve que se desdobrar entre uma tenda e outra para conferir as atrações mais bacanas.

Quem viu o Tokyo Police Club gostou. Como eu cheguei no fim…Fica pra próxima. Só o que eu peguei foi o vocalista perambulando de cabeça baixa pela área do Main Stage antes do show da Lily Allen.

Os simpáticos noruegueses do Datarock animaram o público do Indie Stage. Se o som fosse tão bom quanto a performance eu juro que teria sido um show incrível. Mesmo assim, Ket Ill e sua trupe colocaram o povo pra pular com o hit Fa-Fa-Fa e um final divertido. “Não percam o show do Devo! Nós estamos indo pra lá”, gritava Fredrik Saroea sobre uma de suas principais influências.

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Que o Devo é incrível ninguém duvida. A lenda da new wave norte-americana mostrou porque fez tanto barulho nos anos 80, mas foi um tanto chocante ver que o tempo também passa para os nossos ídolos. O tal do conceito da de-evolução bem que podia ser estético.

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Lily Allen entrou bêbada e saiu…..bom, eu não sei como saiu, porque na terceira música a correria foi tanta para ver o CSS que eu apertei o passo. A moça deve ter ficado abalada. ( Eu fiz questão de perguntar. Já conto.)

No Indie Stage lotado as palmas pediam pela entrada do CSS. A banda não tocava no Brasil há 18 meses, depois de um sucesso absoluto no exterior e chegou ao palco demonstrando certo cuidado. A tensão levou apenas alguns minutos. Tempo suficiente para Lovefoxxx tirar a camiseta que cobria um de seus macacões de lantejoulas coloridas e mostrar para a platéia porque é a terceira pessoa mais cool do planeta segundo a eleição da revista NME. O modelo não era inédito, mas foi reformado ( a nova versão tem uma gola de selofane colorido). O Cansei fez o público pular, rodar os braços e voltar a infância entre os balões de gás hélio coloridos em show bem mais profissional do que sua última apresentação por aqui. “ É muito bom sair feliz de um show, disse Lovefoxxx depois de cantar Pretend We’re Dead, do L7 e a música nova The Beautiful Song.

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Imagens: Augusto Mariotti

O melhor show da noite foi sem dúvida o dos novaiorquinos do Rapture. O público não parou de pular um minuto e o som muito alto e pesado com um tempero do sax de Gabriel Andruzzi arrancou gritos e palmas acaloradas da platéia. Logo na segunda música a banda tocou o hit Get Myself Into It e pouco depois House of Jealous Lovers. A empolgação foi tanta que eles foram os únicos a não conseguir deixar o palco do festival sem um bis. A última atração do Indie Stage tocou First Gear e Olio. Impecável.

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Já dava pra ir para casa feliz quando o Kasabian surgiu para fechar a noite no palco principal. Alinhadíssimos dos pés à cabeça faziam um show bacana quando ao meu lado direito a baixinha Lily Allen tentava não enrolar a lingua no papo com um grigo. Interrompi:

- Oi Lilly. Posso fazer três perguntas?
- Você não pode me entrevistar pq eu não sou a Lily. Eu só pareço com ela.
- Que bom. Porque eu também não sou jornalista. Você gostou do show da Lily Allen?
- (Muitos risos) Eu me diverti bastante. E você?
- Espero que a Lily não fique chateada, mas eu saí no meio para ver o CSS.

- Deve ter sido um show legal. (risos) O horário foi disputado. Gostei do seu colar.
- Tks. Comprei na Inglaterra.
- O vestido do show da Lily era legal. Você gostou?
- Eu ganhei de uma revista brasileira.
- Você?
- Ela. Parece que ela ganhou. Você está tomando caipirinha?
- Não, é suco de tangerina. E você?
- Último show da turnê. Estou tomando um drink para relaxar. Agora já posso morrer. Já posso ter um filho…sabe?
- Você está bêbada?
- Um pouco. E vc?
- Com fome.
- Eu comi o seu churrasco delicioso ontem. No lugar….Fogo de chão. Sabe?
- Sei, parece que a Lily passou por lá. Você a viu?
- Não vi. Mas os garçons me disseram alguma coisa.
- Bom, vou mais pra frente ver o Kasabian. Se encontrar a Lily diga que eu gostaria de entrevista-la. Ok?
- Pode deixar. Tenho certeza que ela ia gostar.

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