LEGO do Indiana Jones

Abril 30, 2008

Na onda do Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, a LEGO lança a linha Indiana Jones, que reproduz cenas antológicas dos filmes.

Albert Hofmann – RIP

Abril 30, 2008

O suíço Albert Hofmann, o homem que sintetizou o LSD, morreu de problemas cardíacos aos 102 anos em Basel, sua cidade natal. O comunicado está no site do MAPS, o Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies.

Anti-war Graffiti

Abril 29, 2008

Um livro reúne as mais bacanas manifestações artísticas de rua contra a guerra do Iraque. Mais de 200 trabalhos foram registrados e selecionados por Eleanor Mathieson e Xavier Tapies, e o resultado está em “Street Art and the War on Terror: How the World´s Best Graffiti Artists Said No to the Iraq”.

Virada Cultural no MAM

Abril 29, 2008


Vestido feito com sacos de lixo – por Jum Nakao

Esse fim de semana rolou a Virada Cultural, e para não cometer o erro do ano passado, resolvi fazer um roteiro de shows bem menor e fiz questão de incluir alguma coisa de cinema e de artes plásticas. O plano era arrumar tempo para astronomia também, mas os pés não deram conta.

O sábado começou cedinho, no MAM, onde pude conferir a exposição “Quando Vidas se Tornam Forma: Diálogo com o Futuro – Brasil / Japão”. A mostra propõe um entroncamento cultural entre oriente e ocidente, e inclui não apenas artes plásticas, como também arquitetura, moda e design de artistas brasileiros e japoneses. São 39 participantes e curadoria de Yuko Hasegawa, a responsável pelo Museu de arte contemporânea de Tóquio (MOT).

O título da exposição remete à notória exibição “Quando atitudes se tornam forma”, que aconteceu entre março e abril de 1969, em Berna, na Suíça e foi organizada por Harald Szeemann. Na ocasião, 68 artistas dos EUA e Europa fizeram história ao representar o eixo cultural do pós guerra, que dialoga com o nosso contexto histórico e enfoca a mudança da atividade humana, tomada como tema da arte contemporânea.

Mas mesmo pra quem não está nem aí para o blá blá blá histórico, vale conferir. Pinturas de Tomie Ohtake ao lado de telas de Os Gêmeos, vestidos de saco de lixo de Jum Nakao, fotos da coleção da estilista Isabela Capeto, os históricos Parangolés de Hélio Oiticica – com os quais você pode dançar usando fones de ouvido – e a instalação de Motohiko Odani (minha preferida), que através de espelhos, sons e projeções vai te transportar para outro lugar. Não perca.


Instalação de Motohiko Odani

El Viento, de Masakatsu Takagi


On the Way to Revolution, de
Aya Takano


Parangolé Mangueira, de Hélio Oiticica

Onde: MAM (parque Ibirapuera – Portão 3)
Quando: De 11 de abril a 22 de junho, das 10h às 18h
Quanto: De terça a sábado, R$ 5,50; aos domingos, a entrada é gratuita

Crie a sua Dr. Martens

Abril 28, 2008

Depois de causar constrangimento e arranjar briga com Courtney Love por causa do anúncio que estampava Kurt Cobain calçado com as clássicas Dr. Martens no céu (!?) a empresa de calçados lança um concurso. Crie seu modelo exclusivo usando ferramentas do site e cruze os dedos. As duas melhores idéias serão comercializadas. Para participar clique aqui.

Francis Bean Cobain pics

Abril 28, 2008

A dona dos olhos azuis aí abaixo é Francis Bean Cobain, cujo sobrenome dispensa apresentações. A moça foi fotografada por Jeff Riedel para a edição de março da Harper´s Bazaar pagando de Evita, Grease e a Bela e a Fera.

O CD da Santi White, mais conhecida como Santogold, sai dia 29 de abril. A capa é essa aí acima. Para quem perdeu, aqui está a entrevista que fiz com a moça em fevereiro. E abaixo, parte da estréia dela ontem, no Festival Coachella.

Enquanto isso, no mesmo horário…

Durante o último feriado, estive em Búzios para conferir os bastidores e das filmagens de À Deriva, de Heitor Dhalia, que sai no ano que vem. Confira trechos de um bate papo com o diretor:

Como surgiu o projeto de Á Deriva?
Eu tinha acabado de filmar O Cheiro do Ralo e não sabia direito o que ia fazer. Então tive pensamentos soltos sem conexão. Algo sobre uma menina que descobria que o pai tinha uma amante e que via o pai transar com essa mulher. Queria que fosse uma história na praia.

Você teve algum tipo de experiência parecida na vida?
Não é um filme autobiográfico, mas é fortemente pessoal. Morei na praia por 20 anos e meus pais se separaram quando eu tinha a mesma idade da personagem, 14 anos. Parece uma história leve, mas é muito mais profundo do que parece. Fala de família, que é o grande tema universal e esse é um tópico delicado para todo mundo. As pessoas se emocionam no set. Tem criança envolvida, né…Pega na veia.

Sua família se manifestou?
Minha mãe me ligou e disse: “Li por aí que esse seu filme é autobiográfico. Me inclua fora dessa hein!” (risos) O pior foi que ela veio visitar o set aqui em Búzios bem no dia em que eu estava filmando a cena dos pais contando para os filhos sobre a separação. Ela chegou a chamar a Laura (atriz que faz o papel da filha) pra dizer que ela estava fazendo o papel de Heitor quando pequeno. Depois ela olhou uma cadeira de vime na cena e disse: não tinha uma dessas em casa? E eu mandei: que coincidência né mamãe!

O filme é um drama?
É. Tem uma certa inspiração de Françoise Truffaut
, que dizia que para tratar com crianças você não pode ser nem muito otimista, nem muito pessimista. Tem que ser seco, realista. “Bittersweet”.

Qual a principal diferença entre esse e seus outros filmes?
Não é a adaptação de nenhum livro, não tem nenhuma outra referência que não seja a minha cabeça. Os outros são mais cerebrais, e esse é totalmente coração. É mais sutil, fala de coisas escondidas. Quase voyerista. Me orgulho da escolha desse tema.

Nesses dez anos você acha que já domina as técnicas dramatúrgicas?
Esse projeto me fez sentir uma coisa especial, que foi abrir mão da técnica. Deixei de lado os efeitos e acessórios. É um filme cru.

Como vocês chegaram a esse elenco?
Estava com dificuldade de achar um bom ator na faixa dos 40. Então, como é uma co-produção da O2 com a Focus, achamos que alguém de fora poderia ser interessante. Um dia, durante o carnaval, eu tinha trabalhado muito e resolvi parar para ver TV. A emissora mostrou um desses camarotes da avenida e apareceu o Vincent Cassel com a Mônica Belucci. Ele deu a entrevista em Português. Aí me deu um click na hora: É ele.

E a Débora Bloch?
A Débora me veio a cabeça porque ela me lembra muito a mãe da minha primeira namorada. Essa coisa meio ruiva… Ela está incrível no filme. Acho que vai ser seu reencontro definitivo com o cinema.

E porque a Camille Belle para a amante?
Tem várias atrizes brasileiras que poderiam fazer, mas eu fiquei com medo de sair uma coisa sexy, vulgar, óbvia. E eu queria algo mais sugerido, icônico, alguém com qualidade de musa. Uma personagem com poucas falas. Aí a equipe de casting chegou com o nome dela e eu achei que o fato dela ter 21 anos seria mais ameaçador, tanto pra ela quanto pra o papel da mãe.

A Laura Neiva foi achada no orkut, não?
Foi. Ela é a maior preciosidade do filme. Acho lindo pensar que ela está dando seus últimos momentos de infância para o filme. Está amadurecendo diante das câmeras, convivendo com adultos…Acho que ela já é uma atriz de cinema. Já veio com luz.

A escolha de um elenco gringo tem relação com pretensões internacionais para o flme?
O foco é o mercado local, mas ele é uma co-produção americana, e o ideal é que ele se pague. É um filme mais de arte do que comercial. Tem uma pegada italiana…francesa…E fala de um tema universal, então quem sabe…

Você pretende dirigir produções totalmente internacionais?
Tenho. Gosto de viajar, trocar experiências. Sou brasileiro, mas não tenho essa coisas arraigada. Gosto de temas mais universais do que de retratar a realidade do povo etc…etc…

Você ainda não filmou a miséria, a favela…Sente vontade?
Não tenho nada contra. Acho que ainda vou fazer um dia, meu próximo filme é de guerra. Fala de favela também, mas é a favela do Haiti. Não tenho problemas com temas sociais.

Você acha que o Tropa de Elite mereceu o urso de Ouro?
Acho que é um filme bom, que conquistou o juri. Teve uma coragem para abordar o tema. Mas gosto muito do trabalho do Paul Thomas Anderson também.

Você liga para prêmio? Qual sonha em receber?
Se fosse pra escolher queria ganhar o Oscar, claro. Mas acho charmoso uma palma de ouro em Cannes. Olha que chic!

Já tem novos projetos depois de À Deriva?
Estou no segundo tratamento do filme do Haiti e tem um road movie na argentina, uma história de relacionamento.

 

Enquanto a atriz Natalie Portman se enrosca nas barbas do músico Devendra Banhart, uma novata banda de Seattle, mais preocupada com cabelos, coloca Washington pra dançar com o hit Ponytail e comemora o primeiro CD que sai dia 15 de julho. Conheça a Natalie Portman’s Shaved Head:

Como vocês se conheceram?

Todos nós estudamos em um colégio pequeno, que era focado em arte. Mas ficamos mais amigos quando tivemos que fazer um vídeo juntos, como trabalho de casa.

Qual a história por trás do nome da banda?

Tivemos que escolher um nome para nosso grupo de trabalho na escola e a Natalie havia acabado de raspar a cabeça. Não se falava em outra coisa nas ruas, então achamos que poderia ser engraçado e que todos iam guardar. E pegou.

Vocês são loucos pela Natalie?

Amamos a Natalie. Ela é inacreditavelmente bonita, boa atriz e parece ter os pés no chão. Adoraríamos conhece-la e esperamos que ela não fique brava com o nome da nossa banda.

Vocês estudaram música?

Claire e David tiveram algumas aulas de piano e violão, mas nenhum de nós estudou música formalmente. Aprendemos muito ao escutar nossos discos favoritos e tocando juntos todos os dias. Experimentamos o tempo todo e passamos os truques que aprendemos aos outros da banda.

Como é o processo de composição da banda?

As músicas geralmente começam comigo (Luke Smith) no estúdio caseiro. Faço a parte instrumental, guitarra, sintetizadores, percussão etc…Quando tudo parece estar indo bem, eu chamo o Shaun e nós passamos horas sentados em frente ao computador rascunhando melodias até chegar a um click. Depois adicionamos idéias de letras e juntamos a banda toda para ensaiar. Nessa fase a música sempre muda bastante. Quando achamos que está tudo ok, gravamos uma demo e pronto.

Quais as bandas que são consenso entre vocês?

Weezer, Kanye West, LCD Soundsystem, soul e discos da Motown, Black Lips, CSS, Daft Punk, ELO, Feist, Hot Chip, Junior Senior, popmainstream e hip hop, Of Montreal, psicodélico dos anos 60, Spoon, T. Rex, The Unicorns.

Entrevistei uma banda na semana passada que disse que o mundo vai acabar e que eles querem mais é dançar até morrer. Vocês concordam?

Não estamos muito preocupados se o mundo vai acabar ou não. Nosso objetivo maior é diversão, mas queremos mesmo é viajar, espalhar o amor e o calor causados pela música, além de proporcionar doces noites de dança. Temos isso quase como uma religião. Também não precisamos nos entupir de drogas como muita gente faz por aí…A música é a nossa droga.

Vocês já sabem em quem vão votar nas próximas eleições presidenciais?

Prefiro não dizer agora, mas definitivamente não queremos mais esse “white dude” que está aí.

Já vi o som de vocês ser classificado como new rave por aí, mas sinto algo muito mais pop e electro. Onde é que vocês se encaixam?

Acho que fazemos um Pop Electro Rock Disco Magic Sweetness. Algo belo e natural. Não acho que nos encaixamos nessa coisa de new rave. Aliás penso que esse termo é mais uma invenção da imprensa britânica para hypar bandas novas. Mas se eles querem nos incluir nessa, ok…Vou continuar fazendo meu trabalho sem pensar no rótulos. A turma da New Rave é bem legal. Não tenho problemas com eles, adoro os Klaxons e até já os conheci durante uma passagem da banda por aqui.

Quem faz os desenhos das camisetas da banda de vocês? Vocês gostam de moda?

Moda é demais! Nós adoramos lidar com essa parte do show. Sempre sabemos o que vamos usar com uma semana de antecedência do show. Vasculhamos lojas e sempre acabamos comprando as coisas mais malucas e “top cool”. Quanto as nossas camisetas…Nós mesmo fazemos as ilustrações. Quando for usar a sua, saiba que ela foi mesmo criada pela banda.

Vocês conhecem música brasileira além do CSS e Bonde do Rolê ?

Siiiim! Adoramos música brasileira. Nosso primeiro contato foi através da compilação “Tropicália”. Os Mutantes, Jorge Ben, Caetano Veloso e Gal Costa são absolutamente incríveis.

Ligam para literatura?

Acabei de ler Breakfast of Champions de Kurt Vonnegut e todos nós lemos Dave Eggers. A maioria da banda está lendo What Is The What no momento.


O que tem de legal pra fazer em Seattle no tempo livre?

Não temos tido muito tempo livre, mas por aqui sempre tem algum bom show acontecendo. Shaun e David acabaram de sair do Kanye West e o resto da banda está enciumada. Além disso adoramos freqüentar uma casa de sanduíche cubano que o David descobriu há algum tempo.

Vocês tem planos para o verão?

Vamos tocar em festivais por aqui, porque ainda somos pequenos, mas pode apostar que no ano que vem vamos estar em turnê pelo mundo, ao lado das bandas mais legais.

Quais seriam essas bandas?

Prince, Snoop Dogg, Kanye West, Weezer, Kylie Minogue, Daft Punk… (risos) Ou mais realisticamente…MGMT, CSS, LCD Soundsystem, Hot Chip…

E o Brasil está incluído nesse roteiro?

Não temos nada concreto, mas seria absolutamente insano tocar no seu país. Esperamos ir logo.

Top 5 do ipod da banda:

Pork and Beans – Weezer
Rock N’ Roll Suicide – David Bowie
Bounce That – Girl Talk
Felicidad – Boney M.
Divine (Midnight Juggernauts Remix) – Sebastian Tellier

Finalmente a Paramount solta a sinopse oficial de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Agora, o Professor Jones voltou à sua casa na Universidade Marshall – apenas para descobrir que as coisas foram de mal a pior. Seu amigo e reitor da escola (Jim Broadbent) explica que as ações recentes de Indy o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando a universidade para que o demita. Ao deixar a cidade, Indiana conhece o rebelde jovem Mutt (Shia LaBeouf), que tem enorme desprezo pelo arqueólogo, mas também uma proposta: Se ele ajudar Mutt em uma missão com razões extremamente pessoais, Indy pode deparar-se com um dos maiores achados arqueológicos de todos os tempos: A Caveira de Cristal de Akator, um lendário objeto de fascinação, superstição e medo.

Mas conforme Indy e Mutt partem para os cantos mais remotos do Peru – terra de tumbas ancestrais, exploradores esquecidos e uma suposta cidade de ouro – eles rapidamente percebem que não estão sozinhos em sua jornada. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e devastadoramente bela Irina Spalko (Cate Blanchett), cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal, que eles acreditam que ajudará o império soviético a dominar o mundo.

Indy e Mutt precisam encontrar uma maneira de enganar os soviéticos, seguir a impenetrável trilha de mistério, enfrentar inimigos e amigos de moral questionável e, acima de tudo, impedir que a poderosa Caveira de Cristal, caia nas mãos erradas.

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