Zeroum+2
Agosto 31, 2008
Momento catártico no Festival Internacional de Curtas, que acabou ontem em SP. Não me perguntem o que aconteceu porque eu ainda não voltei. Eu estou lá, seja lá onde isso for.
Have a nice trip.
Som ao vivo – Banda Zeroum
Imagens – Rafa Beznos e Pedro Bayeux
Resultados do Festival, aqui.
A noite em que o Indie vai virar Emo
Agosto 27, 2008
Aperto no coração. Prepare o lencinho. Dj Guab decreta a morte do projeto Mixtape, deixa de comandar a melhor noite de São Paulo no Milo Garage e prepara um sábado de despedida antes de abrir a casa Neu. É o fim de uma era.
Há quanto tempo você toca no Milo?
4 anos. Eu trabalhava no GNT Fashion e tocava em alguns lugares. Um dia, o Milo, que já era meu amigo, chamou para tocar na casa, a festa cresceu e virou semanal.
Todo sábado durante 4 anos…Não encheu o saco?
Ah… Em dias frios, em que eu estou na cama quentinha vendo o programa do Jamie Oliver é duro de levantar. Mas é só chegar na balada, tomar uma Stella Artóis e colocar o primeiro som pra tocar, que já me empolgo.
O que aconteceu? O Milo ficou pequeno?
O que aconteceu foi o famoso sonho da casa própria. Conseguimos um espaço lindo ao lado do Parque da Água Branca. Vai ser demais.
Quem são os donos?
Eu, o Felipe e o Guilherme Barrella e o Dago Donato.
Conte mais sobre a nova casa
Ela vai se chamar NEU. Fala-se Nói, que é novo em alemão. Mas eu gosto porque parece “É Nói!”. É um sobrado dos anos 40, de dois andares e 250 metros quadrados. Vai ter uma parte aberta nos fundos, que é grudada no parque. O preço vai ser bem tranquilo, como era no Milo, no máximo 10 reais. A novidade é que vai ter sorvete Melona e uma festa aos domingos, mais cedo. Para essa noite, também planejamos uma piscina, uma rede… Bem gostoso.
Você vai tocar aos sábados?
Acho que vou ficar com o sábado sim. Vai ser mais ou menos a mesma coisa, mas eu vou mudar o nome do projeto. Vai ser o fim da Mixtape, que já deu o que tinha que dar, e o início de uma outra coisa, que eu ainda não sei como vai chamar. Algo melhor e ligado a plantas, ciência…Na pista pensamos em proibir cigarro, e deixar livre no quintal. Promessa de campanha.
E a saída do Milo? Foi tranqüila?
Super. O Milo é amigo e as casas vão ser irmãs. Acho que muita gente vai fazer duas baladas na mesma noite. Ele nunca gostou de algumas coisas q eu mandava por lá, né…(risos) do meu sambinha no final e tal…Então agora vai ser uma oportunidade de fazer a balada do jeito que ele quer.
E o que vai acontecer com o sábado por lá?
Acho que ele vai fazer uma espécie de coletivo com som de 90 -2000. Acho que vão tocar a Helena, o Mauro, o Breno… Vai continuar bombando, com certeza.
Quais foram os momentos mais marcantes desses 4 anos?
O mais marcante foi em 2005, quando o teto caiu. (risos). Eu estava tocando Jump Around bem nessa hora. Outro foi o dia em que o Junio Barreto cantou. Tem muita coisa pra lembrar. Deixa eu ver…
A paradinha em “Creep”, do Radiohead, com todo mundo berrando de olhos fechados e mãos pra cima?
Também, também….Quem tava lá sabe. Eu lembro que fazia uma virada de Creep pra Roberto Carlos….(muitos risos)
Do que você vai sentir mais falta?
Do clima de festa com os amigos. No Milo todo mundo se conhece. Tem dia que tem 100 pessoas na pista, e eu sei o nome de umas 80. Isso sem falar no fator cupido. Já formei muitos casais por lá. Gente que casou e hoje tem filhos.
Quais as 5 músicas que não podem faltar na despedida?
Os hinos do Milo:
- Banquet, do Bloc Party, claro.
- The Skin Of My Yellow Country Teeth, do Clap Your Hands Say Yeah
- Chega de Saudade, do João Gilberto
- Preciso me encontrar – Guab Remix, do Cartola
- Para Lennon e McCartney. E da nova leva… MGMT.
Vai ter choro?
Muito. Tipo final de Olimpíadas. Vou tirar o cartaz do Mixtape que fica ali do lado e dar fitinhas pro pessoal assinar.
É amigo…Segura a peruca.

Peter Bjorn and John
Agosto 27, 2008
Não se engane com o nome da banda. Falta uma vírgula, mas eles são um trio. Peter Bjorn and John assoviaram na Suécia e o mundo todo escutou e repetiu. O hit ‘Young folks’ virou trilha sonora do seriado “Gossip Girl”, do game Fifa 2008 e ganhou até mesmo o rapper Kanye West . No sábado 20 de setembro, eles fecham a noite do No Ar Coquetel Molotov, em Recife, na quarta edição do “Invasão Sueca”. Em São Paulo, se apresentam no dia 23 e 24 no Studio SP. Antes de desembarcar por aqui e tocar pela primeira vez algumas das músicas que serão lançadas no início de 2009, Peter Morén bateu um papo comigo.
Vocês não estão de saco cheio de cantar “young folks”?
As vezes eu perco a vontade sim, mas o público fica tão enlouquecido que não há como ignorar essa energia. Eu começo a gostar da música novamente.
Vocês estão preparando dois álbuns para o começo do ano que vem. Qual a diferença entre eles?
Um deles vai ser instrumental. É um trabalho especial, com instrumentos que gostamos muito como o sax e violino. Um disco com uma pegada mais funk, batidas africanas. O outro será nosso álbum mais pop, com sintetizadores e um mix de músicas. Sons para pistas e também canções mais melancólicas e reflexivas.
Você tem um trabalho solo na linha do folk rock. O gosto musical da banda é muito diferente ou você apenas queria ficar um pouco sozinho?
Acho que a principal razão pela qual escolhi isso é que temos sido uma banda por quase dez anos e eu e Bjorn ainda tivemos uma banda antes. Era tempo de tentar algo de outro jeito, já que eu escrevo canções toda hora. Então decidi levar algumas em uma direção mais acústica e limpa e realmente gostei de fazer isso.
Que tipo de som você escuta mais do que eles?
Acho que sou do tipo old music. Gosto de rock clássico, folk e não sou chegado a dance music. Também adoro as batidas africanas mais antigas.
Você é um comprador de discos ou apenas baixa mp3?
Faço de tudo, mas adoro vinil. Não sou um daqueles nerds que colecionam centenas deles, mas os álbuns mais especiais eu gosto de ter na estante.
Quais são seus 3 discos mais especiais?
É impossível responder, mas três grandes clássicos são “Bert Jansch” de Bert Jansch, “Just As I Am” de Bill Withers e “Songs of Leonard Cohen” de Leonard Cohen.
Qual foi o melhor show que você viu durante os festivais de verão?
Só estive em um festival em Estocolmo e o Vampire Weekend era a melhor banda por lá. Mas o melhor show do qual já participei foi um tributo ao “The Last Waltz” do The Band que eu e alguns amigos organizamos em um local ao ar livre. Foi meio solto e improvisado e dava uma sensação quase que espiritual. Tocamos músicas da The Band, Van Morrison, Neil Young e Bob Dylan. Me senti o próprio cantor de soul music mergulhando em “I Shall be Released” e “It Makes No Difference”.
Você disse que gosta de músicas mais antigas, anos 60, 70 e batidas africanas. Nessa linha, quem são OS caras que não podem faltar no seu iPod, ou na sua vitrola?
Juro que não estou puxando o saco dos leitores do Brasil, mas tem que ser Caetano Veloso e Jorge Ben. Talvez não estejam exatamente nessa linha, mas…
Você gosta de cinema? Qual é seu filme inesquecível?
Eu estudava cinema na universidade, então eu gosto MUITO de filmes. Tem um documentário sueco “Cinema verité” – trilogia de Stefan Jarl que é ótimo. Acompanha uma turma de adolescentes/mods de Estocolmo desde o fim dos anos 60 ao começo dos 90. São crianças da classe trabalhadora que têm sua infância perturbada por pais alcoólatras e abusivos. Eventualmente, muitos deles acabam drogados e muitos morrem ao longo da trajetória. O terceiro filme mostra como os outros escolheram trajetórias mais normais que seus pais, uma forma diferente de rebelião. A trilogia é repleta de personagens incríveis que não tiveram uma chance na vida, estavam condenados desde o início. O primeiro filme chama “They call us misfis”, o segundo “A Decent Life” e o terceiro “Misfits & Yuppies”. Também adoro clássicos de Hollywood como “All About Eve” e o sentimental britânico “Brief Encounter”. Um filme mais recente que gostei foi o alemão “The Life of Others”.
Qual o livro mais legal que você leu recentemente?
No momento estou lendo “Soulsville U.S.A” do Rob Bowman. É uma história sobre a clássica gravadora de soul Stax in Memphis. Muito interessante e divertido. É estranho que Isaac Hayes tenha morrido no mesmo tempo em que eu lia sobre ele.
Quais instrumentos você toca? Você gosta de música clássica?
Meus principais instrumentos são guitarra, baixo e gaita. Toco um pouquinho de teclado, violino e o cítara indiana, que usamos em uma versão de “Young Folks” chamada “Sitar Folks”. Gosto de algumas coisas clássicas como Debussy, Satie, Schönberg, Edgar Varese e até alguns hits do Mozart, mas ando muito ocupado ouvindo pop, rock, folk e jazz nos últimos tempos.
Tem alguma banda que você não suporta?
Os suecos do I’m from Barcelona. Gosto de bandas engraçadas, mas eles são engraçados de um jeito ruim, irritante. Tenho certeza que são boas pessoas e talvez o novo disco seja engraçado de um jeito bom, quem sabe…
Como funciona seu processo de composição?
Preciso de paz e silêncio pra compor. Então em casa, na casa dos meus pais ou no interior. Mas eu tenho idéias na rua, e carrego um bloquinho comigo sempre, principalmente para letras de música, mas sempre as termino em casa.
Quais bandas suecas deveriam estar no meu iPod?
Algumas das minhas favoritas são First Floor Power, Bear Quartet, Bob Hund e Eggstone. Um álbum recente que é ótimo e “Jag fick feeling” de Anna Järvinens.
Quais os lugares bacanas para curtir boa música em Estocolmo ?
Para folk e coisas mais calmas, o lindo teatro Södra Teatern é muito bom. Para coisas mais pesadas, gosto do original e minúsculo Debaser em Slussen. Eles têm um Debaser maior em medborgarplatsen.
Expectativas para o show no Brasil?
Pessoas felizes e bonitas, comida boa e tempo ensolarado. Minha namorada vem junto então vai ser tipo férias, que é ótimo.
Você conhece bandas brasileiras pós anos 70?
Adoro coisas brasileira. Veloso, Nascimento, Jobin, etc. Mas eu não conheço muita coisa nova. Só o CSS – que todos adoramos. Então talvez você me dê algumas dicas de coisas boas após os anos 70.
O que vocês tem contra a vírgula? Não está faltando uma no nome da banda?
(Risos) Absolutamente nada. Mas enquanto trabalhávamos na capa de nosso primeiro EP, ficava tão feio graficamente no nome da banda, então tiramos.
PS. Esse post vai para a amiga Patrícia H., que me ensinou que era possível assoviar com os pés.
John Cheever, the ghost
Agosto 26, 2008

John Cheever anda me perseguindo. Na TV, na cabeceira da cama, pela internet. Até nos sonhos ele já apareceu. Por duas noites seguidas. Achei melhor desabafar, e ver se ele some. Ou não. Algumas coisas boas devem sempre continuar por perto.
“Nos seus traços ele não via nada de uma cadeia de montanhas e no entanto ali estava definitivamente uma declaração de paraíso, montanhoso ou marítimo, dependendo do gosto. Ele podia ter visto alguma praia grande em outro dia da semana, mas hoje parecia ver as montanhas, parecia disposto a erguer os olhos, a cabeça e aprumar os ombros quando, dirigindo por uma estrada junto a uma zona de lojas e casas de jogo, vemos montanhas recobertas de neve e sentimos como é duradouro seu desafio e sua beleza [...]. Ela podia ter sido a garota atraente no pote de margarina ou a dançarina oriental na caixa de charutos do seu pai que costumava mexer com seu pintinho quando ele tinha lá seus nove anos [...]. Ele imaginou a maciez de suas costas nuas – com uma ausência marcada de declive – tão parecidas com a terra prometida. Ela a desejava como amante, e sentiu que uma consumação erótica profunda é um vislumbre da alma imortal de outra pessoa quando nossa própria alma imortal é mostrada. Nossos amores são sempre tão altos ou mais altos do que nós.”
Até parece o paraíso, John Cheever
Episódio The Cheever Letters, no Seinfeld
Timing é tudo
Agosto 23, 2008
The Band with others – I Shall Be Released
Bob Dylan/The Band – Highway 61
Festival Internacional de Curtas
Agosto 22, 2008

Ontem rolou a abertura da 19ª edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, e antes da badalação, deu pra conferir um aperitivo do que vem por aí entre os dias 21 e 29 de agosto. São 381 filmes de 54 países. O destaque, dica do amigo e chefe Ricardo Calil fica por conta do vencedor da Palma de Ouro, o romeno Megatron, de Marian Crisan. Do que pude conferir, indico o divertido – e contemplado com a Clermont-Ferrand – “Eu Sou Bob”, com o ativista Bob Geldof.
Para ficar por dentro da programação completa clique aqui.
Uh… Kate!
Agosto 21, 2008
A edição de setembro da revista W estampa Kate Hudson na capa, mas é outra Kate quem arrasa na publicação. Lady Moss está deslumbrante no editorial de moda. As fotos de Mert Alas e Marcus Piggott foram feitas em uma casa de banho turco. O estilo é de Alex White. Babe.





(Quase) Todas as Alices do mundo
Agosto 19, 2008

Ok, uma hora ou outra você vai perceber isso, então eu mesma vou dizer. Sou obcecada por Alice no País das Maravilhas. Tenho várias edições do livro, coleciono estudos sobre as personagens, sobre Charles Lutwidge, que você conhece como Lewis Carroll e ‘otras cositas más’. O legal é que agora essa doideira sem sentido vai ter alguma utilidade. Você já deve ter lido por aí que o diretor Tim Burton (!!!) vai filmar as aventuras nonsense da garotinha que…fall…fall…fall… Cai em um buraco e encontra um mundo cheio de surpresas e fantasia.
A história, primeiramente escrita em 1854 em forma de conto para presentear a amiga de 10 anos Alice Pleasance Liddell, ganhou forma de livro e tantos outros personagens meses depois. Nas telas, Alice já foi encenada no mínimo 13 vezes como filme, 5 vezes como desenho animado, além de inúmeros trabalhos educativos para TV e representações em clipes musicais. Confira alguns deles:
1903 – Primeiro filme: Alice in Wonderland. Direção de Cecil Hepworth. Alice é interpretada por Mary Clark
1910 – Alice’s Adventures in Wonderland. Produzido pela Edison Manufacturing Company. A atriz Gladys Hulette faz Alice.
1915 – Alice in Wonderland. Direção de W.W.Young. Alice é Viola Savoy.
1931 – Alice in Wonderland. Direção de “Bud” Pollard. Ruth Gilbert faz Alice. Primeiro filme com som.
1933 – Alice in Wonderland – Dirigido por Norman McLeoad. Alice é Charlotte Henry
1948 – Alice au pays dês marveilles. Direção Marc Maurette e Dallas Bowers. Marionetes Lou Bunin. Alice é Carol Marsh. A Disney tentou sustar essa produção.
http://www.youtube.com/watch?v=5IKMvgkzUJg
1972 – Alice’s Adventures in Wonderland. Direção Willian Sterling. Fiona Fullerton no papel principal.
1983 – Alice In Wonderland. Direção de Kirk Browning. Alice é Kate Burton. Confira a cena com o chapeleiro maluco, que deve ser interpretado por Johnny Depp, no filme de Tim Burton
1985 – Dreamchild. A Alice de 80 anos. História inspirada pela visita de Alice aos EUA em 1932
1976 – Alice in Wonderland. Comédia musical.
1988 – Neco z Alenky, surto do tcheco Jan Svankmajer.
1951 – Alice in Wonderland, clássico da Disney
1999 – Alice in Wonderland “Meet the Creeper” de Rob Zombie
2007 – Laura Marling paga de Alice no clipe de My Manic And I
E para terminar, Oscar Peterson toca “ALICE IN WONDERLAND” no Japão.
Dave Matthews no Brasil
Agosto 19, 2008
Eu escutava muito Dave Matthews Band há alguns anos, mas perdi o show no Free Jazz em 98 . Gostava de ouvir na estrada, a caminho da praia. Boas lembranças. Uma nova chance de conferir está próxima. No site DMB Brasil, a confirmação dos shows da banda no Brasil nos dias 26/09 (Manaus), 28/09 (São Paulo) e 30/09 (Rio de Janeiro). Anote na agenda:
ABOUT US FESTIVAL – MANAUS
Sexta, 26 de Setembro de 2008
Local: Tropical Hotel Manaus ( Av. Coronel Teixeira 1320, Ponta Negra)
ABOUT US FESTIVAL – SÃO PAULO
Domingo, 28 de Setembro de 2008
Local: Chácara do Jockey ( Avenida Pirajussara, s/n – Altura do nº 5.100 da Avenida Francisco Morato)
Site do Festival: http://www.aboutusfestival.com.br
A venda de ingressos começa dia 22/08/2008.
DAVE MATTHEWS BAND – RIO DE JANEIRO
Terça, 30 de setembro de 2008
Local: Vivo Rio (Avenida Infante Dom Henrique, 85 Parque do Flamengo)
Abertura do local: 20:00
Começo da apresentação: 21:30
Site do Vivo Rio: http://www.vivorio.com.br
Pré-venda de ingressos (dias 15, 16 e 17 de agosto)
Venda de ingressos para o público em geral: 18/08/2008.
PREÇOS do RIO DE JANEIRO:
Pista VIP – R$360.00 – estudantes: R$180.00
Pista – R$240.00 – estudantes: R$120.00
Camarotes A – R$450.00 – estudantes: R$225.00
Camorotes B – R$380.00 – estudantes: R$190.00
Chocolate Jesus
Agosto 18, 2008
Tom Waits e sua deliciosa Chocolate Jesus para salvar o meu dia.
“Well its the only thing
That can pick me up
Better than a cup of gold
See only a chocolate jesus
Can satisfy my soul”
De brinde, com Iggy Pop no filme Coffee and Cigarettes, de Jim Jarmusch
