Frank/Goldin na C/O Berlin
Outubro 15, 2009

Dobradinha da pesada no C/O BERLIN. Essa semana, a galeria de fotografia apresenta expos imperdíveis. No primeiro piso, o trabalho em vídeo de ninguém menos do que Robert Frank. Conhecido pela série de retratos chamada “The Americans”, um livro de 1958 (que tornou-se um verdadeiro retrato da época) e sua relação com os beats (Jack Kerouac narrou seu primeiro filme, “Pull My Daisy”), ele levou seu olhar fotográfico para a série de vídeos que vieram depois. Por lá é possível conferir seus trabalhos autobiográficos, o registro dos filhos, da doença da mulher e também seu flerte narrativo com o cinema e com a música.

“I am always looking outside, trying to look inside.” Robert Frank

“These pictures come out of relationships, not observation.” Nan Goldin
E no andar de cima, a deliciosa expo de Nan Goldin. Ao longo de um corredor estão expostas algumas das imagens de uma das mais influentes fotógrafas dos últimos 30 anos. O espaço, que mais parece um mural de retratos de uma amiga – poucas ampliações e desorganização calculada, nos leva direto para o mundo de excessos entre NY e Berlin. Noite, glamour, sexo, drogas e pé na jaca pós punk/new wave das décadas de 70 e 80. Imagens do submundo que a americana de família judia frequentou com amigos, a maioria deles já mortos vítimas da AIDS e overdose.
No mesmo piso, quatro salas com plataformas acolchoadas, fazem você deitar no escuro para conferir slides musicados de séries da intimidade de seus amigos mais próximos, como se estivesse dentro de seus quartos ou festas. Como se estivesse em suas janelas.
Voyeurismo puro.




Vai lá: Até 6 de dezembro na Postfuhramt Oranienburger Str. / Tucholskystr.
10117 Berlin, Germany
lindo!
A mesma exposição esteve no Jeu de paume uns dois anos atrás.
tinha uma sala de slides que era bastante comovente
Tinha sim, Tiago. Dava vontade de ficar ali deitada olhando durante horas. Adorei.
[...] polêmica toda em torno da exposição da fotógrafa Nan Goldin no Brasil me fez lembrar esse post de outubro de 2009, quando estava em Berlin, e no qual citei a experiência de conferir a montagem [...]