2009 ff>>>
Dezembro 31, 2009
Comecei 2009 com os pés na água benta baiana, banho de rio e nuca aquecida por um nascer do sol inesquecível.

Um mês depois passei 15 dias no Rio de Janeiro por conta de um projeto e de quebra ainda ganhei um amigo. Da cama, dava pra ver Ipanema iluminada. Da varanda, a Lagoa e o Cristo.

Em março, saboreei uma Trancoso quase desabitada. Passarinho na janela, peixe fresco na telha, restaurantes sem espera, moradores da cidade na praia. Tudo como deveria ser.
Uma semana depois, em São Paulo, Radiohead. Check!

Em abril, fui passar frio em NY. Tomei a primeira cerveja da minha vida (é, primeira), degustei um café com creme sob a neve do Central Park, e realizei um dos meus maiores sonhos. Eu vi metade dos Beatles. Paul e Ringo tocaram juntos no Festival do diretor David Lynch, no Radio City, numa noite daquelas em que ninguém consegue tirar o sorriso salgado do rosto. De quebra, dois dias depois, Thurston Moore esbarrou no meu braço e pagou minha segunda cerveja.

No mesmo mês, nadei no mar do caribe dominicano e suei para conseguir entrar nas comunidades de haitianos ilegais da região por conta de uma matéria. Um soco, um empurrão e uma máquina fotográfica em pedaços depois, consegui.

Em julho dei festão de aniversário para amigos queridos, e fui muito feliz por uma noite

em agosto passei um final de semana em BH com o Mutante Arnaldo Baptista, e escutei, entre uma cantarolada e outra, histórias sobre suas viagens sobre duas rodas por aí.
Em outubro conheci o vale do Loire, na França. Uma semana hospedada em castelos da região. Os melhores vinhos, os mais saborosos queijos e a maior variedade de papéis de parede de todos os tempos. Isso sem falar nos jardins.

Na volta, fiquei quatro dias em Paris, em plena fashion week, antes de encarar, sozinha de tudo, um mês na gelada e apaixonante Berlin, em pleno ano da comemoração de duas décadas da queda do muro.

Olhando assim, nem parece que esse foi o pior ano da minha vida, não é mesmo? Adeus 2009. De você, eu não quero nem o pó.
2010, luz, Let it Be.
Saúde pra todos vocês!
Moscow street style
Dezembro 30, 2009
216 Kleopatra
Dezembro 29, 2009

Caninos, parem de salivar! A imagem aí acima parece um osso de cachorro, porém não é. Acredite se quiser, mas o objeto é um asteróide do tamanho de New Jersey localizado na orbita do sol, e que – relaxe – jamais vai se chocar com a Terra. Ele mede 217 quilômetros de comprimento e 94 de largura. Seu nome? 216 Kleopatra.
Reykjavík street style
Dezembro 28, 2009
Antoine D’Agata quando pisca
Dezembro 26, 2009

As fotos aí abaixo são do francês aí acima. Antoine D’Agata. O cara cujo formato ocular reflete a forma de espiar o mundo. Disforme, atento, obscuro, imperfeito e levemente assustador. Eu vejo esses olhos por toda a parte.





Ro ro roubo!
Dezembro 24, 2009
Eu sabia que o Meia Hora ia animar o meu Natal.

Feliz Natal!
Dezembro 24, 2009

Uma noite cheia de amor e alegrias para todos vocês.
Fontaine Anderson’s work
Dezembro 24, 2009
Sex…city…zzz..
Dezembro 23, 2009
Putz…Esse trailer do novo Sex and the City não me fez nem cócegas. E olha que eu to sensível ao tema “amigas”…
Romântico defeituoso
Dezembro 22, 2009

Prestes a lançar seu primeiro CD solo, Eu menti pra você, que sai no começo de 2010, Karina Buhr fala de sotaque, influência alemã e teatro.
Conte um pouquinho da sua história. Onde vc nasceu?
Nasci em Salvador e fui morar em Recife com 8 anos. Comecei a tocar e cantar em 94, no Maracatu Piaba de Ouro e no Estrela Brilhante. Depois veio o pastoril do Véio Mangaba, a banda Eddie, a Comadre Fulozinha, Bonsucesso Samba Clube, DJ Dolores. Fiz também participações em CDs e trilhas de peças e filmes como A Máquina, de João Falcão, Deus é Brasileiro e Narradores de Javé. Em 98, Zé Celso viu um show da Comadre Fulozinha, em Recife e rolou o convite pra fazer a peça Bacantes. No fim de 2003 vim pra fazer todas as peças dos Sertões e fiquei até hoje.
Ficou dividida entre a música e o teatro?
Saí do Teatro Oficina depois da turnê de Os Sertões, pra me dedicar a levantar os arranjos das músicas novas, começar a fazer shows e gravar o trabalho solo, não sem antes fazer o terceiro CD da Comadre Fulozinha, que já estava esfriando na cabeça.
O sotaque é de onde?
Quando morava em Salvador (terra do meu pai) passava as férias em Recife (terra da minha mãe) e quando fui morar em Recife as férias eram em Salvador. Quando o sotaque estava se moldando num lugar, lá ia eu pra outro, o que resultava numa mangação eterna do meu jeito de falar.
E hoje, onde é a sua casa? Moro em São Paulo há quase 6 anos.
Sempre soube que queria ser cantora?
Não. Adorava cantar, mas queria mesmo era fazer teatro e cinema. Porém cinema nessa época não era assim tão simples. Dava até vergonha de dizer que queria fazer…Vi muito mamulengo e cavalo marinho quando era criança, vi umas coisas bem bonitas de João Falcão. Na verdade João dirigindo é tão incrível que fazer comercial de liquidificador com ele era bom, foi meu cinema. Depois passei a tocar percussão e cantar ao mesmo tempo, no carnaval, que é uma das grandes alegrias da minha vida.
Já trabalhou em outras áreas?
Só com tambor, garganta e requebrado.
No seu CD tem trechos de músicas em alemão. Você fala a língua?
Hoje não falo muito não. Me comunico, entendo razoavelmente bem, escrevo meio erradinho mas o povo lá entende. É questão de criar vergonha na cara. O alemão vem da família da minha mãe, que por sinal é uma professora incrível de alemão, mas santo de casa é santo de casa…
Já morou lá? Passei 7 meses em Lägerdorf., um vilarejo perto de Hamburgo. Foi entre 1989 e 1990. Justamente quando o muro caiu, que por sinal, foi um momento muito forte na minha vida.
Foi influenciada pela música eletrônica da época?
Gosto da sonoridade, mas sou bem leiga no assunto. O que posso dizer a respeito, é que gosto muito do Kraftwerk e do pouco que conheci do Chromeo, mas não acho que tenho influência direta disso. Acho que influências se diluem, se misturam com outras e não aprecem necessariamente de forma clara. Mas tenho vontade de comprar uns brinquedinhos eletrônicos pra começar a usar tanto pra fazer músicas como pra dar um temperinho no show.
Tirando o sotaque, você não é exatamente o estereótipo de cantora da “turma do Recife”, essa geração que teve um boom por aqui, com uma pegada mais regional. É difícil escapar do esteriótipo?
As pessoas dessa geração a que você se refere são os amigos com quem eu tocava junto. Existe uma ligação grande, mas acho que a questão toda é justamente isso de estereótipo. Normalmente os sotaques do Rio e o de São Paulo são tratados como normais e os dos outros como exóticos. É só uma questão de ponto de vista. Tenho trabalhos bem diferentes entre si, talvez isso me ajude a ficar um pouco fora da prateleira a que eu estaria fadada.
Quais as influências mais presentes na sua carreira? São muitas, mas talvez o carnaval seja a mais presente, não só pelos ritmos, mas pela loucura, pela liberdade, pelo colorido…
Se pudesse escolher um músico para dividir o palco por uma noite, quem seria? Já rolou! Gigante Brazil e Chico Science.
Tem algum apelido para o tipo de som que você faz? Romântico defeituoso.




















