R.I.P. Estamira

Julho 29, 2011

Triste e indignado, o diretor Marcos Prado fala sobre a morte da catadora com a qual conviveu durante 4 anos para fazer o documentário Estamira:

Como ficou sabendo da morte de Estamira?

Ela estava com 72 anos. O filho dela havia me ligado há uns dias pra dizer que o braço dela estava inflamado. Foi a um hospital público, mas a mandaram pra casa. Nos próximos dias ela piorou e eu pedi que a levassem para o Hospital  Miguel Couto. Ela ficou esperando muito tempo nos corredores e não foi atendida. Um absurdo. Ela já estava mal com uma infecção e o quadro piorou rápido, até a morte. Estou indignado, isso não pode continuar acontecendo…

Quando você descobriu Dona Estamira?

Tinha um projeto de fotodocumentário há 7 anos nos aterros sanitários com uma bolsa da Funart. Fui ao lixão e passei muito tempo fazendo registros que resultaram no livro Jardim Damacho. Eu havia sido ameaçado de morte por ex presidiários e outros tipos que dominam o lugar, então resolvi fotografar crianças e idosos que trabalhavam por lá. Foi quando conheci dona Estamira.

Como foi o primeiro contato?

Perguntei: Posso fazer uma foto sua? Ela respondeu: Pode, mas depois senta aqui que eu quero falar com você. Naquele momento tomei contato com aquela cosmologia toda, com aquela força especial. Ela dizia que o lixão era o lugar que ela mais amava no mundo. Me apaixonei e ela acabou virando minha avozinha, uma pessoa que eu queria cuidar.

 Qual sua lembrança mais marcante em relação a ela?

Depois que a conheci não consegui tirar aquela figura da cabeça. Queria descobrir quem era aquela pessoa, como ela havia parado ali. Várias sincronicidades aconteceram desde que a encontrei, então não pude mais parar. Fui ao lixão procura-la bem no dia em que ela havia sido apedrejada depois de delatar catadores jovens que roubavam o material dos outros mais velhos. Ela teve que passar 20 dias internada, e naquela época um enfermeiro a identificou como louca. Ela passou a tomar remédios tarja preta, e misturava com a cachaça. Até eu, se vivesse naquele ambiente tomaria uma cachaça.

Você achava que ela era louca?

Acho que ela era uma entidade, uma espiritualista. Estive com ela durante 4 anos de filmagens e posso dizer que era uma pessoa como eu e você.

Qual foi a reação dela ao ver o filme?

Ela dizia que a missão dela era esfregar a verdade na cara dos outros, e que a minha era mostrar. Quando acabou de ver o filme ela disse que não se lembrava de alguma coisa, mas que se reconhecia integralmente ali.

.Geoge Clinton´s b-day.

Julho 25, 2011

.25 de julho.

Julho 25, 2011

25 de julho – o dia que não existe. O dia fora do tempo. Já expliquei aqui.

E se o dia não existe, eu e meu gêmeo astral aniversariante do dia Thurston Moore também não existimos. Tô confusa.

Feliz ano novo pra todo mundo

 

.o clinton que tragou.

Julho 22, 2011

Mr. George Clinton, mais conhecido como O CARA do Parliament-Funkadelic faz 70  anos hoje. O ”velhinho” do funk toca em São Paulo no dia 22, as 2h30.

Vida longa!

 

 

 

 

.Cálice by Criolo.

Julho 22, 2011

julho de 2011

.aí sim!.

Julho 20, 2011

Tem mulher de peso na capa da W de agosto. Tilda Swinton fotografada por Tim Walker.

No aguardo.

 

Julho 18, 2011

Flaming lights on the sky

a night of northern lights

A wedding is going on up there

among the crowd of stars

The Moon is rising

a god among sparkling goddesses.

(Knut Hamsun)

No final do ano passado eu contei aqui sobre minha leitura de Love is a Mixtape, o livro do crítico de música Rob Sheffield.  Eu sou uma apaixonada por mixtapes (sejam elas gravadas em fitinhas ou CDs), quem me conhece sabe que elas sempre foram meus presentes mais inesquecíveis. Por isso me apeguei ao livro.

A rica “trilha sonora” que da tom às páginas está agora no nos palcos. A Sutil Companhia de Teatro, fundada por Felipe Hirsch e pelo ator Guilherme Weber encena  Trilhas Sonoras de Amor Perdidas, que fica até o dia 31 de julho em um dos lugares mais bacanas da cidade, o SESC Belenzinho (se você não conhece, demorô). A peça é a segunda  parte da Trilogia Som & Fúria, iniciada em 2000 com a arrebatadora  A Vida é Cheia de Som e Fúria.

Indico até para aquelas pessoas do “vá ao teatro, mas não me convide”. Aliás, haviam muitas delas por lá, uma verdadeira invasão indie. A peça parece ser uma adaptação do livro, quase identica. São três horas de espetáculo com muita música, daquelas que você se torce na cadeira e nas memórias. De Velvet a Nirvana, passando por Patti Smith, da vontade de cantar junto. Não perca.

Trilhas Sonoras de Amor Perdidas
De 18/06 a 31/07Sábados, às 20h; domingos, às 18hTeatro (392 lugares)
Duração: 3h (com intervalo de 15 minutos)

.RATM.

Julho 14, 2011

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