The Anonymous Pedestrians Statue
Agosto 5, 2008

Ainda no pique Polonês da linda Wroclaw, uma escultura que vale a foto. The Anonymous Pedestrians Statue (cujo nome oficial é Transition) fica na esquina da rua Pilsudskiego com a Swidnicka. Trata-se de um grupo de 14 pessoas que parecem afundar no solo. A obra do artista Jerzy Kalina foi criada em 2005 para lembrar a noite de 13 de dezembro de 1981, quando muitas pessoas desapareceram misteriosamente após o decreto da martial law pelo general General Jaruzelski no país. Morra de inveja Borba Gato.
Herchcovitch Russo
Julho 29, 2008

Um dos mais badalados nomes da moda e do design na Rússia atende por Denis Simachev. Nascido em Moscow, o cara é o preferido da moderninha geração de ouro que ajuda a impulsionar um mercado que faria Stalin revirar no túmulo. Algo como camisetas a 600 dólares ou casacos a 1.800. Uma população que ficou deslumbrada com a abertura econômica e política e esgotou as grandes marcas estrangeiras, agora explora sua própria história e entra para a ‘wish list’ dos consumidores de fora do país.

Denis já alcançou destaque internacional. Vende sua coleções em mais de 40 lojas, na Russia, na Asia, nos EUA e Europa, além de desfilar as peças na semana de moda de Milão. Sua flagship em Moscow, uma mistura de bar, café e atelier, fica muito bem localizada entre as marcas Hermès e Burberry na rua Stoleshnikov, uma espécie de Oscar Freire local.

Além de sua moda, que mistura símbolos da antiga União Soviética com com tecidos sofisticados e design inovador, Denis investe em produtos especiais, como a linha assinada do PlayStation 3, a moto Ducati, e uma versão da Barbie Russa.

PlayStation 3 by Denis Simachev

Ducati by Denis Simachev
Smurf’s Dick
Julho 22, 2008

Cees Krijnen loves Freud
Duchamp for Dummies
Julho 16, 2008

Arte?
Sabe aquela piadinha sobre o extintor na galeria de arte? Ela não existiria sem o trabalho de Marcel Duchamp. Ícone da arte contemporânea, o artista foi o escolhido para comemorar os 60 anos do MAM-SP. A exposição “Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra ‘de arte’” abriu ontem, dia 15 e fica no museu até 21 de setembro. A curadora Elena Filipovic, co-curadora da Bienal de Berlim e especializada na obra do artista explica direitinho tudo o que você finge saber sobre Duchamp na mesa de bar. Olha só:
O que uma pessoa que não entende nada de arte deve saber sobre Duchamp?
Duchamp era muito enigmático. Qualquer imagem que eu criasse sobre ele seria contraditória e cheia de paradoxos. Por exemplo, ele criticou o fato de que pintores só estavam interessados no apelo visual e não mental, e depois passou anos construindo artifícios óticos, máquinas que manipulavam a visão. Ele respondia às pessoas que perguntassem o que ele estava fazendo, ou qual era sua ocupação na vida, que ele era apenas um “respirador”. Ele era obcecado por xadrez, isso é fato. Passou a maior parte dos 8 anos em que morou em Buenos Aires jogando. Além disso, era incrivelmente escrupuloso, mesmo se descrevendo como preguiçoso e desinteressado no trabalho e em fazer arte, mas a realidade é que ele estava muito cuidadosamente produzindo obras de arte e deliberadamente obscurecendo o limite entre o que é arte e o que não é. Acima de tudo, o que às vezes esquecemos por ele ser um gigante da arte moderna e contemporânea, é que ele era também muito engraçado.
Qual a importância do artista?
Marcel Duchamp é considerado o mais importante e influente artista dos séculos XX e XXI pelos mais respeitados escritores, críticos, artistas e pensadores de hoje. E ainda, capturando a idéia de por que exatamente esse é o caso e como ele pode ter - 50 anos antes de todo mundo - delineado as idéias com que muitos artistas ainda estariam brincando não é muito fácil. A história do artista é contada em livros de história da arte e sua influência em tantos movimentos que vieram depois dele - desde a Arte Conceitual, Pop Art, Installation Art, até Crítica Institucional - são bem sabidas, mas vendo um panorama de alguns objetos que Duchamp fez, copiou ou autorizou é um ponto inicial necessário para entender que apesar de ser um homem de idéias, Duchamp as expressou em detalhe - em notinhas rascunhadas, em paradoxalmente reproduções artesanais de seu próprio trabalho, na engraçada empreitada de dar bigode e barba à Mona Lisa, na estranheza de uma “pintura” em vidro de uma noiva, um monte de máquinas, e alguns solteiros frustrados. A América Latina nunca teve uma exposição tão grande do trabalho de Duchamp, e o fato de uma acontecer agora é um evento de proporções históricas - uma oportunidade que provavelmente não se repetirá por pelo menos algumas década.
Duchamp discute os limites do que é e o que não é uma obra de arte. Ele chegou a uma resposta? A exposição responde a essa pergunta?
Eu diria que ele passou a vida toda tentando dar respostas a essa questão, e a exposição procura mostrar isso.
Ele chegou a fazer reproduções das próprias obras. O preço de um original do artista é o mesmo de suas reproduções?
A questão é bem complicado pois a linha entre original e reprodução é muito indistinta quando se trata das obras de Duchamp. Por exemplo, os ready-mades originais não existem mais. Todos foram perdidos ou destruídos. Uma série de réplicas foram feitas em 1964 por Duchamp com Arturo Schwarz, um galerista de Milão. E fizeram apenas 8 cópias de cada ready-made. Estes são agora muito valiosos e são, em um sentido, “originais”, sendo que não há outro original desse trabalho que exista. Ele também fez cópias minúsculas de sua arte e colocou em uma caixa, chamando-a de seu “museu portátil”. Ele fez 300 dessas caixas de cópias mas também fez 20 do que ele chama edição de luxo desses mini museus. Ambos são muito valiosos hoje em dia mas a versão de luxo o são ainda mais pois são extremamente raras e estão recheadas de cópias mas também cada uma contém uma obra “original”. Então você vê, Duchamp estava constantemente brincando com a idéia de original e cópia, tentando confundir as claras distinções que o mercado artístico faz delas.
É verdade que ele tinha um atelier secreto? Pra quê?
É verdade que por 20 anos ele de fato alugou um estúdio secreto para construir sua gigante instalação Etant donnés… Ele não queria que ninguém soubesse dela até sua morte, e funcionou. Quase ninguém a não ser sua mulher e um ou dois amigos próximos sabiam. E até alguns outros amigos mais próximos ficaram surpresos quando souberam que ele havia trabalhado todo aquele tempo. Ele disse a cada um deles que havia desistido de fazer arte e estava apenas jogando xadrez. Era parte de seu humor mas também parte de seu enigma que o levou a fazer isso. Ele queria que Etant donnés… existisse e só fosse vista em um museu, o que era uma parte muito importante do modo como as obras de arte funcionam. É uma obra voyeurística em que o visitante que a contempla quase se sente envergonhado de fazê-lo. Então mantendo-a secreta, ele tinha certeza que só seria vista em um museu e após sua morte, e não antes disso.
Quais os brasileiros mais influenciados pelo artista?
Há muitos, muitos artistas que foram influenciados pelo trabalho de Duchamp, desde Helio Oticia e Lygia Clark a Cildo Meireles. E cada um deles olhou para algo diferente e foi inspirado por um aspecto diferente da obra de Duchamp. Mas eu diria que um dos melhores jeitos de medir o impacto da influência de Duchamp é pela lindíssima pequena exibição, “Duchamp-Me”, de curadoria de Felipe Chaimovich, que coincidiu com a exposição de Duchamp no espaço maior do MAM. Lá você pode ver o trabalho de muitos artistas brasileiros que foram inspirados por ele ou que reinterpretaram algumas das idéias de Duchamp.
É possível afirmar que Duchamp inaugura a arte contemporânea?
Sim, eu diria que, para mim, Duchamp é o primeiro verdadeiro artista contemporâneio e isso é talvez o motivo de ele ser tão importante para a arte, para a história e para artistas hoje. Sua influência tem sido enorme para artistas de muitas gerações e movimentos tão diversos como a Pop Art, a Arte Conceitual, a Crítica Institucional, etc. E cada um pega algo diferente como inspiração. Eu espero que a mostra ajude as pessoas a enxergarem isso.
Pulse by Markus Kison
Julho 15, 2008


Adorei a tese de conclusão de curso do alemão Markus Kison na Escola de Artes de Berlin. O trabalho foi focado em digital media art / physical computing. A obra chamada Pulse é um organismo de visualização de emoções expressas em blogs do blogger.com. De acordo com a quantidade de palavras e sinônimos dessas palavras escritas, como ódio, amor, carinho etc.. uma área do coração é mais ativada. O mapeamento dessas regiões foi baseado no psychoevolutionary theory of emotion, criado por Robert Plutchik´s.
Banksy’s face. And pocket
Julho 15, 2008

O jornal britânico The Mail On Sunday alega ter descoberto a identidade do artista Banksy. De acordo com a publicação, o homem misterioso é Robin Gunningham, tem 34 anos e (óooo!) é um ‘middle-class’ boy que estudou em colégios particulares. A tal descoberta não foi confirmada pela equipe de Banksy, mas já começa a causar inúmeras discussões sobre o valor de um “grafiteiro de guerrilha” que tenha tido uma vida boa, amigos endinheirados e grana no bolso. Agora me responde: O que diabos isso tem a ver com a qualidade artística do cara?



Tooth Art
Julho 5, 2008

Há 30 anos a equipe do Heward Dental Lab é especializada em um tipo de tatuagem inusitada. Ao invés de marcar a pele, eles ilustram dentes. Isso mesmo. Da próxima vez que alguém sorrir pra você, uma Amy Winehouse (o pedido da moda) pode aparecer ao lado de um restinho de alface. Olha só:

Juan Muñoz no Guggenheim
Julho 1, 2008
Se você estiver pelas redondezas de Bilbao, até 5 de outubro, não perca a maior exposição do artista plástico espanhol Juan Muñoz. O trabalho, exposto no Guggenheim é uma mostra da obra do artista que revolucionou a escultura contemporânea.
Juan e seus famosos homens monocromáticos de expressões enigmáticas criou obras de caráter narrativo no lugar da escultura tradicional. Em suas instalações, houve uma mudança de perspectiva da apreciação da obra de arte. Ao visitar uma de suas exposições, você passa a ser parte da obra e não apenas um expectador. Além da escultura, Juan também se aventurou no rádio e no vídeo.
Muñoz morreu aos 48 anos de ataque cardíaco, em Ibiza.





Puro sangue alemão
Maio 9, 2008
A matéria prima da artista plástica alemã Iris Schieferstein é a mesma há anos. Ela mistura partes de animais mortos com materiais comuns e transforma o conjunto em novas criaturas. Alguém encara colocar essas lindas botas pra correr novamente?

