.A capa.

Novembro 23, 2011

Tão linda essa capa da T Magazine com a Patti Smith. Deu uma invejinha…

E se você ainda não leu “Just Kids” -o livro da artista- repito a dica que dei aqui no início de 2010. Talvez o livro não seja tão marcante pra você quanto foi pra mim, mas é certamente uma leitura deliciosa.

 

.Patti Smith.

Outubro 16, 2011

Para um domingo de chuva. Patti Smith na T Magazine, aqui.

.um livro e um alívio.

Janeiro 4, 2011

Vira e mexe os amigos próximos pedem dicas de livros para ler durante as férias. Nos últimos anos, tenho feito listinhas aqui no blog, mas para engatar 2011 a dica é filha única porque o livro não sai da minha cabeça, nem da minha cabeceira:

Anote aí: “Só Garotos”, da Patti Smith.

As lembranças escritas por Patti – e que lhe renderam o National Book Award na categoria não-ficção – foram minhas companheiras durante uma semana no começo de dezembro de 2010. A leitura poderia ter sido ainda mais rápida, mas quanto mais me perdia na história, mais desacelerava o fôlego para não deixar aquele ambiente por onde circulavam Jimi Hendrix, Janis Joplin, Allen Ginsberg, Bob Dylan, Gregory Corso, Wiliam Burroughs e tantos outros.  Para não deixar os corredores do Hotel Chelsea, o El Quixote, o Max`s, ou o CBGB.

Porém, acima de tudo, porque eu sabia exatamente como terminava a história de amor entre Patti e o fotógrafo Robert Mapplethorpe, que naquela época ainda era apenas um charmoso garoto de cabelos cacheados que ela conheceu nas ruas de Nova York logo depois de doar um filho e mudar de cidade.

“Só Garotos” é o livro que Patti prometeu escrever para ele, seu maior companheiro e um amor, do jeito que eu acredito que sejam os amores de verdade. Maiores, muito maiores do que simples relacionamentos. O relato de uma relação que moldou dois grandes artistas e um novo tempo.

“Ele havia sido criticado por negar sua homossexualidade; nós éramos acusados de não ser um casal de verdade. (…) Precisávamos de tempo para descobrir o que tudo aquilo significava, como faríamos para nos ajustar e redefinir o modo de chamar nosso amor. Aprendi que muitas vezes a contradição é o caminho mais claro para a verdade”

“Queríamos, ao que parecia, o que já tínhamos antes, um amante amigo para criar junto, lado a lado. Ser leal, mas livre”

“Meticuloso em seu modo de vestir e se portar, era também capaz de um caos assustador em seu trabalho. Seus mundos particulares eram solitários e perigosos, ansiosos por liberdade, êxtase e desprendimento.”

“Senti, ao ver Jim Morrison, que eu podia fazer aquilo.”

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