.Tulipa no heliponto.

Agosto 24, 2011

Uma das minhas cantoras brasileiras preferidas passou pelo heliponto da Folha de São Paulo e gravou algumas de suas canções. Os passarinhos do centro ficaram com inveja.

 

.3 songs. – Tulipa Ruiz

Janeiro 12, 2011

A cantora mais citada no .3 songs. de 2010 (e vamos combinar, a melhor do ano) também elege as 3 músicas que marcaram seu ano passado e revela o que não sai de seu som no começo de 2011.

Clique aqui, para conferir a entrevista de Tulipa para esse blog em maio do ano passado.

 

Flor que canta

Maio 14, 2010

Tulipa Ruiz lança o disco Efêmera e, aqui no blog, fala um pouco sobre sua carreira:

Me fale um pouco do começo da sua carreira. Já cantou em outras bandas?
Cresci em São Lourenço, no sul de Minas, onde fiz parte de um grupo de performance e música, o “Improviso de Supetão”. Em 2000, vim para São Paulo estudar e participei de uma banda na faculdade, o Tugudugunê, com Gustavo Ruiz, Anelis Assumpção e Dudu Tsuda. A gente só tocava em festas da PUC, por curtição. Depois, aos poucos, comecei a participar de shows de amigos: Tiê e Dudu, Tatá Aeroplano, Simone Sou, Alfredo Belo, Trash pour 4, DonaZica, Nhocuné Soul, Sharks, Na Roda. Aí, meu pai, Luiz Chagas, inventou o Pochete Set e eu virei crooner. Fizemos alguns shows e um dia recebi o convite para um show solo, no Studio SP. Aos poucos, foram pintando outros, fiz um “Myspace”, comecei a arriscar minhas composições e a pensar em coisas novas. Desse jeito, assumi minha maneira de fazer música e comecei a experimentá-la com banda e público há menos de um ano.

Qual sua mais antiga memória musical?
Meu pai e meu irmão são músicos e minha mãe é muito musical. Ela ligava a vitrola cedinho, bem alto, e acordava a gente com música. A minha memória musical mais antiga vem dessa vitrola: minha mãe ouvindo Milton Nascimento de manhã. Eu era pequena, mas sempre levantava impressionada e encucada. Como uma música podia ser tão triste e bonita ao mesmo tempo? E quanto mais bonita era a música, mais vontade me dava de chorar. Mesmo muito pequena, uma pulguinha me dizia que havia algo de sagrado ali.

Quando soube que era isso que queria fazer da vida?
Foi um pouco acidental. Sempre trabalhei com outras coisas e nunca encarei a música como uma profissão. Era legal ser a minha não-profissão, meu lugar de liberdade e experimentação, sem compromisso ou expectativa. Mas a música invadiu o meu horário comercial. Saí da agência que eu trabalhava para poder ensaiar no meio da tarde. Foi um processo inevitável.

As composições são suas?
A maioria, mas também tem música feita com o Gustavo Ruiz e com meu pai (Luiz Chagas).

O que você canta ali é classificável de alguma forma pra você?
Cristalizar um repertório em um disco é uma coisa nova pra mim, porque me sinto em processo. Gosto de chamar o som de pop florestal por ser meio paulistano e meio mineiro.

Em quanto tempo e em qual circunstâncias ele foi elaborado?
Em 2009 montei minha banda e fizemos muitos shows. As músicas eram novas, assim como os músicos e foi um ano de experimentação. Tudo aconteceu no tempo certo, o tempo da minha vontade de fazer a história. Na hora de ir para o estúdio a gente já tinha uma sonoridade adquirida e as músicas estavam muito frescas. O disco foi gravado na YB, em três semanas, em um mutirão montado pela banda, pelo pessoal do estúdio e por alguns músicos convidados.

Qual o nome do CD, quem produziu, e quando é o lançamento?
O disco se chama “Efêmera”, que foi a última música a entrar para o repertório e a primeira a ser gravada. O título da música adquiriu um significado diferente ao nomear o disco, passou a ser o retrato do meu momento. O momento do disco, ou desta entrevista, o momento que é o “agora”. Ele foi produzido pelo Gustavo Ruiz, que regeu todo o processo e foi a interface entre o show e o disco. Na qualidade de um dos melhores guitarristas da minha geração, com a destreza de um super músico/produtor e a sensibilidade de quem cresceu comigo ouvindo os mesmos discos, na mesma vitrola, ele soube decupar o meu jeito de fazer música. Me incentivou e lapidou em todos os instantes.

Tem participação de alguém?
A maior parte do disco foi gravada com a minha banda, formada por Gustavo Ruiz, Luiz Chagas (guitarras), Dudu Tsuda (teclados), Márcio Arantes (baixista e co-produtor do disco) e Duani (bateria), com a participação afetiva de alguns amigos como Tatá Aeroplano, Mariana Aydar, Tiê, Juliana Kehl, Leo Cavalcanti, Anelis Assumpção, Céu, Thalma de Freitas, Iara Rennó, Kassin, Donatinho e Stephane San Juan.

Se fosse para dividir o palco com alguém vivo ou morto, com quem seria?
Adoraria ter cantado “Tip Toe Through the Tulips” com o Tiny Tim.

Quais as influências desse álbum?
Vanguarda Paulista, Clube da Esquina, Rogério Duprat, Yoko Ono, Manoel de Barros, Caetano Veloso, Beck, Serge Gainsbourg, Wings, Gal Costa e Joni Mitchell.

Top 5 do iPod hoje.

1- Lullaby to all – Josephine Foster

2- Greenwish Mean Time – Charlotte Gainsbourg

3- Calça de Ginástica – Kassin

4- O Curioso Enterro da Drag Queen – Rafael Castro

5- Telekphonen – Karina Buhr

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