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O nome do caos – Bruno 9li

Bruno 9li, 27 anos, é o autor da imagem caótica abaixo. Um dos nomes promissores da novíssima geração das artes plásticas, o cearense que viveu em Porto Alegre desde os três anos e estudou na School of Visual Arts de NY mora em São Paulo há seis meses. Em entrevista a esse blog, ele fala sobre sua produção e apresenta o mais novo trabalho Tormenta.

bruno-9li.jpg

Você lembra qual foi o primeiro desenho que fez na vida?
Não. Mas lembro de desenhar meus colegas de aula em um
caderninho. Procurava ressaltar o que havia de mais
estranho em cada um.

Como você descobriu que queria ser artista plástico?
Não descobri. Tudo foi acontecendo devagar. Hoje vivo do meu trabalho autoral.

Quais suas referências artísticas?
Aqui vai um pouco do que ajuda a construir meu imaginário:
Princípios Herméticos, Ocultismo, mutação,
espaçonaves, evolução espiritual, 4ª dimensão, fogo, o
que é natural, sobrenatural, Caos, mitologia, renascimento,
expansão da consciência, antenas, satélites, arte Maia,
arte Egípcia, Art Nouveau, Arte e arquitetura Gótica,
animais, plantas exóticas, simetria e assimetria, sons de
pássaros e imagens alquímicas.
Pintores e outros visionários: Robert Fludd, Bosch, Albrey
Beardsley, Rammellzee, Farnese de Andrade, HP Blavatsky,
Krishnamurti, Nietzsche, Mestre Irineu Raimundo Serra.
Quais seus materiais prediletos para o trabalho?
Canetas permanentes, acrílica e nanquim em papel. Latex,
rolinho e pincel para as paredes.

Conte um pouco da sua trajetória e próximos projetos?
Tudo começou com desenho. Amigos muito próximos e eu
costumávamos nos encontrar para desenhar. E tudo surgiu
daí. Quando comecei a mostrar meu trabalho na internet
passei a ter muito mais retorno, e depois que meu trabalho
começou a ser publicado em revistas internacionais muita
coisa mudou. Já mostrei meu trabalho na Bélgica, Itália,
Barcelona e Estados Unidos. Hoje trabalho para minha
próxima exposição individual na califórnia e em projetos que vão
começar a ser publicados em janeiro de 2008.

Onde você cria?
Divido um estúdio com um amigo em São Paulo.

É possível viver de arte no Brasil?
Sim, mas não somente no Brasil.

Em quais jovens artistas devemos ficar de olho?
Talita Hoffman, Wagner Pinto, Geraldo Tavares, Emerson
Pingarilho, Carla Barth e outros tantos que já tem um
trabalho bastante consolidado e valorizado.

Você grafita? Podemos ver obras suas nas ruas de São Paulo?
Gosto de pintar na rua, mas depois de ter duas vezes uma
arma apontada na minha cabeça pela polícia, optei por
pintar mais calmamente em muros grandes. O último mural
que fiz está na frente do Rojo®artspace em São Paulo, em
Pinheiros.

Fale um pouco sobre a exposição Tormenta.
Tormenta é uma série de 14 desenhos que criei para a
exposição individual que realizei em Barcelona a convite
da editora espanhola Rojo®. Prefiro sempre criar séries
de desenhos, assim posso desenvolver um imaginário mais
denso e consistente a cada produção. É como num livro,
ou filme, existem personagens, capítulos que compõem uma
idéia maior. Assim cada desenho representa uma situação
fantástica que desenvolvo na minha mente. Em Tormenta,
procurei criar desenhos mais intensos, mais carregados em
preto e com espaços mais preenchidos, sem muitas linhas
retas e mais traços fortes e tortos. Imaginando o processo
de produção de cada série como uma seqüência de algo
maior que será construído com o passar dos anos. Para
Tormenta, que basicamente representa o caos interno em cada
um de nós, a força vital e invisível é o que nos move. Só
acreditava que cada trabalho deveria vibrar intensamente e
ter autonomia para se sustentar como imagem. Penso que
enquanto andamos pela rua e respiramos calmamente, por
exemplo, a terra ferve por dentro e uma força
inexplicável e invisível nos movimenta e nos impulsiona
para o desconhecido. Tormenta é uma espécie de reflexão
sobre isso, sobre as forcas invisíveis que se manifestam
constante mente em nossas vidas. Uma frase de Hakim Bey pode
resumir bem a idéia por traz dessa minha mais recente
produção “ O Caos nunca morreu”. Hoje a exposição
desses 14 originais que produzi recentemente estão em
exposição na galeria Pop, em São Paulo.

Vai lá: Galeria Pop – Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 3081-7865

1 Comentário

  1. claudia colombo says

    Oiiiiiii,
    Que fantastico 9li e realmente um artista maravilhoso, sou brasileira e moro na suica, gostaria de entrar em contato com ele, porque estou de-
    senvolvendo com uma amiga suica novos talentos para fazer exposicoes aqui na suica.
    Claudia Colombo
    Bahnweg,4-Kusnacht-ZH
    043-541-1340
    076-220-5266

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