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Nina Becker – Azul e Vermelho

No próximo mês sai do forno o primeiro trabalho solo de Nina Becker. De uma tacada só, ela lança dois álbuns. “Azul” e “Vermelho” trazem composições da própria cantora, além de trabalhos de Rubinho Jacobina, Domenico e Rômulo Fróes e de participações de Nelson Jacobina, Kassin e Moreno Veloso. Abaixo, confira um trecho do papo que bati com a moça.

Poque decidiu fazer um projeto solo? Foi mais o desejo de trabalhar sozinha ou a incompatibilidade de estilo em relação ao que faz na Orquestra?
Com certeza não foi por incompatibilidade. Pelo contrário. Esses sete anos de Orquestra apenas me deram mais segurança para mostrar meu trabalho autoral, que vivia guardado a sete chaves, colados à minha timidez e a uma espécie de autocrítica boba que não me deixava mostrar as coisas que eu criava.

Qual a pegada do álbum? O que você canta ali é classificável de alguma forma pra você?
Já aconteceu de colocar músicas que gravei nos settings do itunes e aparecer como ‘latin’, ‘world’, ‘rock’, ‘jazz’ e ‘samba’. No fundo, essas categorias não adiantam, porque quem está interessado em música não vai procurar só pelo estilo, mas seguir pela rede vendo outras informações que são igualmente relevantes, como de onde são os artistas, quais os seus parceiros, onde já tocou… Mas finalmente acho que a pegada dos meus álbuns é mais MPB do que qualquer outra coisa.

Em quanto tempo e em qual circunstâncias seu trabalho solo foi elaborado?
Em 2007 e fiquei quase seis meses sem conseguir trabalhar direito por causa de uma lesão na coluna. Por conta disso fechei o meu ateliê de roupas e fiquei bastante triste. O Miranda, um dos produtores do meu disco, sacou e me chamou para gravar quatro faixas junto com o Maurício Tagliari. Comecei a ir para São Paulo de 20 em 20 dias para gravar. Cheguei a usar cadeira de rodas no aeroporto por causa das dores e, ao longo de um ano, fui melhorando e as quatro faixas viraram doze, porque eu comecei a compor músicas novas e começamos a gostar tanto que resolvemos transformar tudo em um álbum. O segundo disco veio depois, quando acabou a turnê Cê do Caetano e eu consegui a minha banda de volta (o Marcelo, baterista e o Ricardo, baixista, foram tocar com ele). Resolvemos então matar a saudade e aproveitamos para gravar um álbum ao vivo com as coisas que não cabiam no minimalismo do outro álbum.

Você ainda cuida do seu figurino? Algo especial para essa nova fase?
Comecei a fazer roupas porque tinha certeza do que queria usar, mas não encontrava de jeito nenhum. Continuo cultivando esse hábito de imaginar as composições e estou sempre buscando novas inspirações, o que dá um pouco mais de trabalho, mas muito prazer. Quando comecei a usar vestidos longuíssimos, ninguém tinha coragem de usar, não estava na moda. Mas foi um recurso que usei para me dar segurança, pois me sentia totalmente destrambelhada no palco. Agora que todo mundo usa longo, estou menos atrapalhada e resolvi apostar nos curtíssimos.

Mais Nina Becker, aqui.

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