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.meu Biel.


Capa do novo disco de Marcelo Camelo

Vocês já ouviram falar dele por aqui. Biel Carpenter, o jovem de 27 anos adorado por esse blog, é o mais novo artista a invadir as paredes da minha casa.  Há um tempo, a telinha acima, que eu já namorava desde o velho post,  ganhou um canto por aqui. O paulista de Marília, que hoje mora em Curitiba, é também o responsável pelo encarte do último trabalho do músico Marcelo Camelo. E adivinha qual é a imagem da capa? Muita coisa fina junto. Confira o papo que bati com ele:

Você fez o encarte do novo disco do Marcelo Camelo. Como foi feito esse trabalho?
Encontrei com o Marcelo em São Paulo e ele cantou as músicas do disco novo pra mim. Passei uma tarde com ele no estúdio e aí voltei pra Curitiba com algumas idéias e comecei a trabalhar. Foi tudo muito manual e arcaico de certa maneira. Todo o encarte foi feito a mão. Trabalhei com pinturas sobre papel, gravuras e com as próprias matrizes. As letras foram datilografadas numa antiga máquina de escrever. Encarei o encarte como um livro de artista. Depois o Renan Costa ajudou na montagem gráfica. Foi uma troca de experiências e informações muito positiva. O Marcelo me deixou muito a vontade, ele é um cara muito criativo e trabalhou como um diretor de arte durante todo esse processo. Tenho um carinho muito grande por esse trabalho, foi uma bela parceria e o resultado ficou muito, muito bonito, mesmo.

Você se formou em alguma coisa?
Após largar duas faculdades, finalmente me formei em artes plásticas, com graduação superior em Gravura.

Qual a sua lembrança mais antiga no mundo das artes?
Acho que foram umas telas do meu tio que vi na casa da minha avó. Eu ficava meio que hipnotizado na frente daqueles quadros.

Como foi sua iniciação artística?
Minha bisavó fazia esculturas e bordava. Meu pai é escritor, e esse meu tio que mora aí em São Paulo é um baita artista, desde cedo ele me instigou e me ajudou muito com essa minha inquietação.

Qual a técnica que você mais domina?
Gravura em metal. Mas estou sempre em constante aprendizado, trabalho com incertezas, no caso específico da gravura, o procedimento é bastante indireto, é um processo vivo, é preciso associar a técnica ao pensamento poético, tem que ralar muito.

Quando decidiu que seria artista plástico?
Eu tinha essa vontade de estar envolvido com este fazer artístico. Comecei como músico, depois quis ser jogador de futebol, adolescente eu escrevia muito, e depois comecei a pintar e trabalhar com gravura. Acho que demorei até ter essa convicção de que definitivamente seria artista plástico.

Nossa geração usa a internet como galeria de arte. Você é dessa turma?  Como as pessoas podem conseguir um trabalho seu?
Estou atualizando meu site, em breve com algumas novidades. Se alguém quiser um trabalho meu, é só passar na Galeria Mezanino (atualmente na Rua Augusta, 2.559 – Jardins). Pra quem mora longe, pode me escrever ou marcar uma visita aqui no atelier.

Você é um consumidor de arte?
Sim, consumo várias formas de arte. Um dia eu e minha esposa vamos montar uma galeria.

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